Sabemos que a nossa existência está relacionada com a harmonia entre os elementos, não é mesmo? Também contamos com a energia e o equilíbrio que fazem parte de toda a nossa composição.
Aliado a isso está o Feng Shui, uma das práticas mais antigas de que se tem notícia. Veio da China e conquistou espaço em muitas culturas ao redor do mundo. Você já deve estar se perguntando como a organização do espaço pode influenciar nesse contexto — então acompanhe conosco, do portal Conhecimento Espiritualista, o artigo abaixo. Boa leitura!
As raízes do Feng Shui
Antes de falar sobre como a organização do espaço pode influenciar a energia e o equilíbrio, vale entender melhor as raízes do Feng Shui. Como o nome sugere, a prática tem origem na China, onde se acredita que escolher bem o espaço em que se vive contribui para uma vida mais plena e equilibrada.
As palavras Feng e Shui referem-se a "vento" e "água", respectivamente. Essa tradição parte da ideia de que, ao moldar o ambiente em que vivemos, também influenciamos nossas emoções e nossa rotina. Usando os cinco elementos chineses — fogo, terra, metal, água e madeira —, o Feng Shui observa as condições de um cômodo e como elas se relacionam com o chi.
Chi é o nome dado, nessa tradição, à energia vital que estaria presente em tudo. A proposta do Feng Shui é equilibrar o chi do ambiente para que essa energia possa se movimentar livremente, de acordo com a função de cada espaço. A ferramenta usada para essa leitura é chamada de Baguá.
O Baguá é um mapa octogonal que identifica, na planta do imóvel, o que pode ser harmonizado em cada ambiente. Cada canto do Baguá é chamado de guá e representa uma área da vida: trabalho, amizades, criatividade, relacionamentos, sucesso, riqueza, família e espiritualidade. Cada guá tem sua própria cor, elemento e forma associados, e o Baguá é posicionado sobre a planta do imóvel considerando o alinhamento da porta de entrada.
Aplicação do Feng Shui nos ambientes
A primeira mudança na aplicação do Feng Shui vem de dentro de quem vai viver o espaço: cultivar boas energias, gratidão e contentamento em casa é um passo importante. Sem esse cuidado interno, os ajustes no ambiente sozinhos tendem a ter menos efeito.
Tirar os sapatos ao entrar em casa, além de uma questão de higiene, é visto pelo Feng Shui como uma forma de deixar para trás as tensões do dia a dia.
A cama é um dos móveis mais importantes do quarto e merece atenção especial: a cabeceira encostada na parede, com visão da porta e das janelas, é associada a uma sensação de segurança. Evite pendurar prateleiras, vigas ou objetos acima da cama — a tradição associa isso a uma sensação de desconforto subconsciente.
Em quartos de casal, a decoração em pares — duas mesinhas de cabeceira, dois quadros, um par de almofadas — é associada ao equilíbrio entre o casal. Formas redondas, segundo essa tradição, permitem que a energia flua com mais liberdade pelo ambiente.
O banheiro também entra nas aplicações do Feng Shui: por ser um espaço de higiene e renovação, recomenda-se manter o vaso sanitário tampado, os ralos fechados quando não estão em uso e as portas fechadas, evitando a perda de energias positivas.
Uma boa iluminação é sempre bem-vinda — priorize a luz natural sempre que possível, e capriche na iluminação artificial onde ela não chegar. O banheiro, especialmente, se beneficia de cores claras e boa luz.
As mobílias da sala, voltadas para a porta de entrada, ajudam quem chega a se sentir bem-vindo — sofás em formato de U ou L reforçam essa sensação de acolhimento.
O espelho pode ser um aliado ou um desafio, dependendo de onde é posicionado: na sala de jantar, refletindo a mesa, costuma ser associado à abundância; já no quarto, refletindo a cama, é associado pela tradição a noites de sono mais agitadas. Ambientes com muitos espelhos também pedem organização redobrada, já que eles têm o mesmo potencial de multiplicar a desordem.
Água em movimento é vista como sinal de abundância — se optar por uma fonte em casa, considere posicioná-la perto da porta de entrada ou da área de trabalho.
Armários organizados e fechados são especialmente importantes no quarto: evite guardar objetos, roupas e sapatos embaixo da cama, já que a tradição associa esse acúmulo a um sono menos tranquilo.
O vermelho é considerado, pelo Feng Shui, a cor do sucesso — mas justamente por ser tão potente, vale usá-la com moderação, já que em excesso pode deixar o ambiente mais agitado.
As plantas também têm papel importante no equilíbrio do ambiente, especialmente no banheiro. Entre as espécies mais associadas a essa prática estão o alecrim, o kalanchoe, a lança-de-ogum, a zamioculca, a comigo-ninguém-pode e a espada-de-são-jorge.
Feng Shui e home office
Com o crescimento do home office, o Feng Shui também pode contribuir para tornar os dias de trabalho em casa mais equilibrados.
Escolha, se possível, um local com uma boa vista e livre de distrações. Na falta de uma paisagem, uma parede neutra ou um quadro que agrade o olhar já ajudam a manter o foco.
Um ambiente desorganizado tende a pesar na produtividade — por isso, vale manter a mesa de trabalho limpa, com apenas o essencial à vista.
Personalizar o espaço com objetos que você gosta — livros favoritos, fotografias, uma decoração que tenha a sua cara — ajuda a tornar o home office mais acolhedor, mesmo quando ele divide espaço com outros cômodos da casa.
Trabalhar no sofá ou na cama pode custar caro para a coluna a longo prazo; uma cadeira confortável, com boa postura, faz diferença. Na falta dela, vale fazer pausas regulares para se alongar.
Por fim, trazer arte e cor para o espaço pode ser um bom estímulo à criatividade e ao foco ao longo do dia.
Benefícios do Feng Shui
De maneira geral, um ambiente organizado segundo os princípios do Feng Shui busca favorecer emoções e sensações específicas em cada cômodo — mais criatividade e foco nos espaços de trabalho, mais paz nos espaços de descanso, mais leveza nos espaços de convívio. Essas são associações de uma tradição milenar, e não substituem mudanças estruturais ou acompanhamento profissional quando eles forem necessários.
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